RESENHA: Mares de sangue - Scott Lynch



Boooa tarde pessoal, como é que vocês estão? Cá estou eu, trazendo mais um super post para vocês então bora lá que hoje é dia de resenha minha! EEEE o/, isso ai, depois de tanto tempo empacada com esta leitura, eu consegui terminar. Na resenha, vocês irão ver porque tive tanta dificuldade, mas enfim, espero que gostem e não se esqueçam de comentar dizendo o que acharam! Super beijo :*


Após uma batalha brutal no submundo do crime, o golpista Locke Lamora e seu fiel companheiro, Jean Tannen, fogem de sua cidade natal e desembarcam na exótica Tal Verrar para se recuperar das perdas e feridas. Porém, mesmo no extremo ocidental da civilização, não conseguem descansar por muito tempo e logo estão de volta ao que fazem de melhor: roubar dos ricos e embolsar o dinheiro. Desta vez, eles têm como alvo o maior dos prêmios, a Agulha do Pecado, a mais exclusiva casa de jogos do mundo, onde a regra de ouro é punir com a morte qualquer um que tente trapacear. É o tipo de desafio a que Locke não consegue resistir... só que o crime perfeito terá que esperar. Antigos rivais dos Nobres Vigaristas revelam o plano a Stragos, o ambicioso líder militar verrari, que resolve manipulá-los em favor de seus próprios interesses. Em pouco tempo, a dupla se vê envolvida com o mundo da pirataria, um trabalho inusitado para ladrões que mal sabem diferenciar a proa da popa de um navio. Em Mares de sangue, Locke e Jean terão que se mostrar malabaristas de mentiras, enganando todos ao seu redor sem a mínima falha, para que consigam sair vivos. Mas até mesmo isso pode não ser o bastante...


Continuação de ‘As mentiras de Locke Lamora’ e segundo volume da série Nobres Vigaristas, Mares de Sangue finalmente chegou às livrarias, para a alegria de muitos fãs. Scott Lynch, conseguiu conquistar os leitores de George R. R. Martin, O senhor dos anéis e muitos outros cuja temática ganha por criatividade e exclusividade de cenários e personagens e consequentemente, me conquistou logo com seu primeiro livro publicado no Brasil pela editora Arqueiro, que foi justamente o primeiro da série. Por isso, vocês já devem imaginar o quanto eu fiquei ansiosa por este lançamento, não é mesmo?
Neste segundo volume, vemos os lendários Locke Lamora e Jean Tanner, em mais uma de suas loucas empreitadas. Após vencer o Capa Barsavi, o Rei Cinza e de provocar uma reviravolta tremenda em Camorr, ambos precisam se esconder em uma cidade mais afastada para se recuperar, na qual ficam tempo suficiente para Jean conseguir juntar uma gangue, parecida com a que ele tinha, quando criança. Locke passa por um longo período de auto-piedade e negação, na qual se recusa a fazer alguma coisa a mais que beber e reclamar da vida e da morte de seus antigos companheiros. Chegando até mesmo ao ponto de sua amizade com Jean ficar abalada, já que ele à princípio, acaba perdendo um pouco de sua essência e se tornando um completo 'loser'.

“- Não há equívoco. – replicou o vendedor de escorpiões.
- Espinho de Camorr... – falou uma menininha que ficou no meio do caminho para o Savrola.
- Espinho de Camorr... – repetiu a mulher de meia-idade.
- Nobres Vigaristas – disse o homem careca – Longe de casa.
Locke olhou ao redor, o coração martelando no peito. Decidindo que a hora da discrição havia passado, deixou o punhal cair nos dedos que coçavam.”

Mas isto só dura na primeira fase do livro, pois logo em seguida, Locke consegue se recuperar e junto com Jean, começa a armar seu novo golpe. Roubar o cofre do homem mais poderoso de Tal Verrar e responsável pela Agulha do Pecado, espécie de casa de jogos ilegais, Requin. O golpe leva exatamente dois anos para ficar pronto, já que Locke e Jean primeiro estabelecem uma conexão maior com a cidade – em suas novas identidades secretas – frequentando o estabelecimento como clientes comuns, até chamar a atenção do dono do mesmo.
 A coisa pega, quando Stragos, o Arconte e digamos que ‘governador’ da cidade, descobre a identidade dos mesmos – então como Espinho de Camorr e ladrões de Perelandro – e os chantageia – com a ajuda de um veneno, que derrama na bebida dos mesmos e os faz beber – para que o ajudem a se tornar ‘popular’ de novo entre sua população. À princípio, ele os permite continuar com o golpe à Requin, e Locke e Jean inventam uma mentira ainda maior para acobertar toda a situação sem que nenhum dos lados descubra algo. À Requin ele diz que foi pago pelo Arconte para roubar o cofre e que deseja a morte de Jean, então Jerome, - de acordo com sua identidade secreta – e promete ao mesmo, conseguir atingir o Arconte de modo que ele saia do governo e ao Arconte prometem fidelidade e honestidade total.
Até é claro, o momento em que Stragos os manda em sua primeira – e única – missão; fingirem serem piratas para encontrar o Orquídea Venenosa – um dos navios piratas mais famosos e perigosos – e suborna-los de modo que os mesmos aceitem atacar Tal Verrar para deixar a população amedrontada e totalmente vulnerável à Stragos. Assim, o mesmo poderia fingir uma guerra, na qual os piratas sairiam mortos e ele, como herói.

“- Escolha a pena!
- Eu quero escolher – disse o menino na galeria do mercador.
- Nós concordamos que sua irmã seria a primeira – retrucou o pai. – Teodora, escolha a pena.
A menina olhou concentrada para o piso da arena, depois sussurrou ao pai. Ele pigarreou e berrou:
- Ela quer que os guardas batam nele com os porretes! Nas pernas!
Os demônios seguraram o homem que se retorcia e gritava, com os membros abertos, enquanto dois guardas, obedientemente, davam-lhe uma surra.”

Assim Locke e Jean conhecem Drakasha e Ezri, respectivamente a Capitã e Imediata do Orquídea Venenosa. Pois os planos do Arconte saem pela culatra, já que Jean e Locke praticamente destroem o navio e sua tripulação - dados por Stragos, para que concluíssem sua missão - e acabam sendo resgatados/sequestrados pelo Orquídea. E agora, Locke precisará convencer Drakasha de seu plano, entrega-la ao Arconte por vontade própria – sem que ela desconfie de suas verdadeiras intenções – ou destruir o Arconte e fugir de Tal Verrar de fininho. Pois é, ele precisará mentir e muito, para conseguir se safar de sua atual situação.

Mares de Sangue é bom. Ponto. Bem escrito, principalmente se falarmos das cenas de batalha, coerente e digamos que vale o título de fantasia que recebe, porém, poderia ter sido melhor. Scott Lynch quis focar em muitas missões ao mesmo tempo – o Arconte, Requin e Drakasha – e acabou dando um fim ‘simprinho’ à todas elas. Ao contrário de ‘As mentiras de Locke Lamora’ que focou exclusivamente no Rei Cinza, este correu para direções contrárias à uma velocidade desnecessária. O autor acabou deixando muitas questões em aberto e destruindo as minhas expectativas quanto à série dos Nobres Vigaristas.

Sinceramente, para mim, não foi bom, nem ruim apenas mais ou menos. Perdi o encanto por Locke Lamora, Scott Lynch, você não podia ter feito isso. Como podem concluir, foram estes os motivos principais por quais esta resenha demorou a sair. O livro estava me deixando exausta.

Quanto à parte visual do livro, não tenho nada do que reclamar, afinal a Arqueiro caprichou na produção da capa, diagramação e revisão da obra.
Enfim, se alguém ai também leu esse livro e tem uma opinião diferente da minha, por favor, deixem nos comentários afinal cada um tem o seu próprio ponto de vista e eu estou ansiosa por conhecer o de vocês. Espero que tenham gostado da minha sinceridade!

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1 comentários:

  1. Oii Kate :}

    Ah, esse não foi um livro que me conquistou, primeiro, eu me senti bem perdida ao ler a resenha dele, talvez por não conhecer o primeiro, segundo, o tema não me agrada nenhum pouco, e apesar do meu amor por piratas achei os dessa história não muito convincente! Também não me dei bem com a capa, ela não me agradou.
    Enfim, esse eu com certeza pulo.
    Bj

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