RESENHA: Proibido - Thabita Suzuma



Boooom dia meus lindos e lindas, como é que vocês estão? Hoje é dia de resenha nova por aqui!!! Sobre um livro que sim, é bem polêmico, mas que irá te conquistar logo nas primeiras páginas. Não deixe de acompanhar a resenha feita pela Simonir até o final, e deixar comentários dizendo o que acharam! Não deixem de participar das promos de natal e do Top Comentárista. Super beijo e até mais tarde... :)

PROIBIDO – THABITA SUZUMA

Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis. Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes. Eles são irmão e irmã. Mas será que o mundo receberá de braços abertos aqueles que ousaram violar um de seus mais arraigados tabus? E você, receberia? Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.





Confesso que ainda estou pasma com essa leitura, totalmente acabada.
A história deste livro aborda um tema sobre o qual eu nunca tinha parado para pensar, uma polêmica que deve existir desde que o mundo é mundo, mas que pelos meus olhos humanos sequer tinha cogitado a hipótese de ouvir falar, ou ler sobre o assunto; incesto entre irmãos.
No primeiro momento eu meio que torci o nariz para a ideia do livro em si, tinha já pré-determinado em minha cabeça que não torceria pelo casal do livro, mas aí começo a leitura e a história de Lochan & Maya é tão devastadora que você acaba torcendo pelos dois, e chega ao ponto de automaticamente se perguntar assim como Maya pergunta a Lochan: 

"Como nosso amor pode ser considerado horrível, quando não estamos fazendo mal a ninguém?" Pág. 131 

Os dois são os pilares de uma família totalmente desestruturada após a saída do pai de casa que deixa para trás os filhos e a esposa para iniciar uma nova vida em outro pais com uma nova família e aí ambos - Lochan e Maya - tomam para si, apesar da pouca idade, as responsabilidades de casa, dos irmãos, de compras e contas a pagar o que é totalmente negligenciado por uma mãe alcoólatra que se porta como uma garota sem responsabilidade alguma. 

E talvez seja por isso que me arrisquei a dizer acima que também me peguei fazendo os mesmos questionamentos de Lochan e Maya, pois o livro já começa com as responsabilidades sendo de ambos, os dois são apresentados já como chefes da família, e apesar de ainda que por pouco tempo a mãe de ambos morar com os cinco filhos, ela não se porta como mãe de família, como o adulto responsável da casa, o que só resta aos dois mais velhos assumir a responsabilidade sobre os irmãos mais novos, as compras e contas a pagar.
Ambos só tem a si mesmos para se apoiarem, os dois não se portam como irmãos e sim como amigos que cuidam dos menores,  e é ai onde começa a nascer o interesse.

O Lochan é tão inseguro em alguns aspectos, e é obrigado a se responsabilizar por tanta coisa de uma hora para outra que dá vontade de entrar no livro e punir a mãe deles, por ser irresponsável, negligente e sem nenhum pingo de amor fraternal pelo filhos, pelo menos foi isso que me pareceu desde o primeiro momento.
Ele é obrigado a pensar em tudo, se responsabilizar por tudo em casa, além de ainda se preocupar com os estudos, com a faculdade e um trabalho futuro e quando a única pessoa que o entende é a sua irmã, até que dá para entender seu amor por ela. E quando ele descobre o que sente por ela, é mais um grande problema para se preocupar, saber que é errado, o medo de perder os irmãos para a assistência social, o medo de ser considerado doente por amar a irmã, todo esse peso em cima dele, chega alguns momentos que a única coisa que ele quer é ser "normal" e não ter que lidar com esse tipo de problema.

Já Maya é doce, apaziguadora, me arrisco a dizer que até mesmo em silêncio já amava Lochan, porque é nele que ela se apoia, e é com ele que ela se sente jovem, ao invés da irmã mais velha que tem ser mãe em tempo integral, sem de fato ter tido nenhum filho.
Ela faz o possível e o impossível para ajudar Lochan com todas as responsabilidades e problemas da casa, e isso os aproxima muito, mas os dois só começam a se aproximar quando Maya resolve sair com um colega de escola para um encontro, ambos já sabem que se amam de uma forma diferente, mas querem a todo custo mudar essa realidade tentando sair com outras pessoas.

Obviamente a tentativa de sair com outras pessoas, não dá certo, ambos se amam de um jeito bonito, sincero e uma coisa que até hoje vi como uma perversão se torna puro com a escrita da Tabitha Suzuma, que descreve a dor dos dois tão bem que você se pega torcendo para que fiquem juntos sim, esquecem as convenções e deixam o amor prevalecer...

Masss o desfecho que a Tabitha deu a historia deles é tão dolorido de uma maneira que eu em nenhum momento da leitura pude imaginar.
A história é sofrida desde o primeiro momento, mas se intensifica muito no final e te arranca inúmeras lágrimas (Preparem-se!):

"Mesmo à noite, quando abraço o travesseiro e olho por entre as cortinas abertas, não me permito ceder - porque, se fizesse isso, eu não me levantaria mais. Eu me fragmentaria em mil pedaços de vidro estilhaçado."  Pág. 138 

Os capítulos são intercalados entre Maya e Lochan, a escrita da Tabitha é bem simples e gostosa de se ler.
Em muitos momentos você vai odiar a matriarca irresponsável da família, vai achar uma graça a pequenina Willa, mas achar o típico pré adolescente amável mas birrento Tiffin, e presenciar a adolescência insuportável de Kit.
Mas acima de tudo vai presenciar a situação muito conflituosa de amor puro de Lochan e Maya, assim como o desejo, o medo, a angustia de ambos:

"Juntos, não fazemos mal a ninguém; separados, nós definhamos."
Pág.154
 


Só tenho a dizer, que leiam e sim eu indico, e depois me digam o que acharam! J





26 anos, pernambucana de natureza, paulista de coração e ama a cidade da garoa.
Tem o dom de se viciar facilmente em tudo que desperta sua paixão: música boa, livros, filmes e séries. De alma apaixonada, que escrever por prazer e nesse processo vai se descobrindo, aspirante a blogueira, que não resiste a um "bicho de pé" (o doce)!

2 comentários:

  1. Si *-*
    Olha, sinceramente ainda não consigo descrever todos os sentimentos que tive com esse livro .. Confesso que chorei bastante, e acabei sofrendo muito com os personagens, mas a narrativa da Thabita ao mesmo tempo que detonou meu coração me fez pensar na frase que mais combina com esse livro "Como uma coisa tão certa pode parecer tão errada?" .. Foi uma leitura devagar, porque muitas vezes tive que dar uma pausa, mas eu adorei, e leria de novo sem pensar duas vezes !
    A Maya me irritou um pouco em algumas páginas, mas nem por isso deixei de apreciar o livro..
    Bjs

    "Promo de Natal"

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    Respostas
    1. Oi Vitória,
      Obrigada pela visitinha.

      Então, comigo tb foi demorada por ser intenso demais, sofrido demais.
      Não me irritei mto com a Maya não, já com o irmão Kit, queria entrar no livro e dar uns tapas nele, garoto irritanteeee! rsrs
      Assim como o abandono da mãe dele... Mas tb adorei a leitura! Bjos

      Si.

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