RESENHA: No encontro de uma constante - Bruno Luiz Mattos


Booom dia pessoal, como é que vocês estão? Já deram uma olhadinha no conteúdo do Drunk, esta semana? Esta incrível! Hoje eu irei postar uma resenha muito especial por aqui, de um livro particularmente encantador e de um autor nacional que recentemente o publicou. Espero que vocês gostem e que acompanhem a resenha até o fim! Até já :)

NO ENCONTRO DE UMA CONSTANTE – BRUNO LUIZ MATTOS

Qual a sua Constante? Esta é uma pergunta que nem todos sabem responder de imediato. Por outro lado, essa resposta molda cada ação de nossas vidas. Para saber qual a sua constante, basta olhar ao redor: família, amigos, músicas, esportes, lugares, gostos, segredos e uma variedade de complexidades que forma o que somos. Entre as diversas opções, uma será o ponto de convergência; será forte o bastante para te fixar nesse mundo turbulento. Com versos, criados na tentativa de aceitar o mundo como ele é, Bruno Luiz Mattos dissipa sentimentos sobre amores, amizades e situações complexas que acontecem e se transformam a cada instante. Saber o que sempre esteve, está e estará presente em si mesmo é essencial. Através de questionamentos e conclusões, que só a síntese da poesia pode proporcionar, No Encontro de Uma Constante retrata uma busca interna e inquieta para se sentir infinito. 






Creio que ‘No encontro de uma constante’ tenha sido um dos primeiros livros de poesia, que realmente gostei de ler. Não sei se porque, sou mais apegada às histórias com começo meio e fim, mas o mundo dos poetas, nunca me impressionou. Ao menos, não até agora. Com personalidade, romantismo e criatividade, Bruno nos remete à sensações, pensamentos e por quê não, questionamentos, sobre o que realmente somos e o que acreditamos ser.  
Suas palavras caem e fluem, feito chuva de verão, em meio ao turbilhão de pensamentos que nunca deixam que minha mente silencie. Foi uma leitura rápida – conclui em menos de uma hora – leve, e instigante, que me deixou sedenta por mais.

"Nem sempre temos todas as respostas e a busca por entender a nós mesmos é uma grande aventura em que muitas coisas irão acontecer e, quanto mais fortes forem nossas constantes, mais rápido podemos voltar ao nosso ponto de equilíbrio, respirar fundo e continuar nossa jornada.” Pág. 15

São cento e cinquenta e nove poemas, encantadoramente escritos, que me fizeram por vezes suspirar e dizer ‘esta sou eu’. Tamanha a identificação que tive, com a obra. Não encontrei falha alguma na revisão, e a capa representa simplesmente toda a essência da obra. Mas de quê melhor maneira eu poderia me expressar nesta resenha, que não mostrando à vocês, as minhas partes favoritas? Afinal, a obra fala por si. Transborda talento, sentimento e delicadeza.

“Tudo isso envolve algo, e não importa o quanto demore em existir, é a chama constante da ideia que torna tudo possível.” Pág. 28
“E no nosso mundo gostaria de criar algumas regras, em que nada fosse melhor ou pior, que minhas fraquezas fossem a riqueza de outrem, que minhas riquezas não sejam só minhas.” Pág. 35

E agora, um dos poemas mais incríveis, na minha opinião:

Partes
Se eu soubesse tantos verbos
Poderia passar o dia aprendendo a conjugá-los
E, no fim do dia, te ligaria contando os mais interessantes
Em instantes patéticos, fingindo que existe algo aqui
Como tua doce voz que faz o tempo sumir.

Posso passar parte do dia deitado esperando
Talvez algo interessante te aconteça
E eu seja escolhido para saber
E não vou mentir
Eu realmente me importo com tuas vitórias.

São inúmeras as banalidades que tenho para nós
Que na maior parte do tempo ficam escondidas
Enquanto conversamos sobre o que é importante.

Ao todo somos muitas coisas
Mas em partes estamos desconfigurados
Mudando para algo que não sei se é melhor
Necessitando
E não sei se posso suprir.

Em partes esse texto é para ti
E ao todo para mim
Preciso tanto lembrar aqueles trechos teimosos
Principalmente os importantes entre nós.

Há dias em que gostaria de ser frio
Mas tuas fotografias bloqueiam qualquer frieza.

Precisamos de muitas
E nos iludimos com uma
Porque é difícil ficar quando temos medos.

E teu olhar diz demais sobre a segurança que preciso
Tuas mãos deslizam pelos pensamentos errados
E nesses momentos sou muitas partes
Enquanto necessito ser inteiro.

Mostra que é de verdade
Que nada será parte
Apenas pequenos inteiros de um todo só nosso.


Não estou acostumada à resenhar coletâneas de poesias, mas esta, eu fiz questão. Recomendo mesmo, para quem não costuma ler, pois as estrofes escritas e perdidas dentro da obra, irão fazer todo o sentido, para você. Assim como fizeram para mim.

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2 comentários:

  1. Muito obrigado pela resenha Kate e principalmente por marcar suas partes favoritas \o/

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  2. Oii :D

    Gostei do poema Kate, é realmente lindo, mas infelizmente não sou uma leitora adapta de poemas.. São difíceis de me agradar na maioria das vezes ! Que bom que você gostou, se algum dia quiser um livro desse gênero com certeza vou procura-lo ! Confesso que compraria só pela capa que me fez se encantar .
    Bjs :*

    "Promo de natal"

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