[RESENHA] A rosa da meia-noite - Lucinda Riley


A ROSA DA MEIA - NOITE – LUCINDA RILEY

Atravessando quatro gerações, A Rosa da Meia-Noite percorre desde os reluzentes palácios dos marajás da Índia até as imponentes mansões da Inglaterra, seguindo a trajetória extraordinária de Anahita Chavan, de 1911 até os dias de hoje. No apogeu do Império Britânico, a pequena Anahita, de 11 anos, de origem nobre e família humilde, aproxima-se da geniosa Princesa Indira, com quem estabelece um laço de afeto que nunca mais se romperia. Anahita acompanha sua amiga em uma viagem à Inglaterra pouco tempo antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial. Ela conhece, então, o jovem Donald Astbury, herdeiro de uma deslumbrante propriedade, e sua ardilosa mãe. Oitenta anos depois, Rebecca Bradley é uma jovem atriz norte-americana que tem o mundo a seus pés. Quando a turbulenta relação com seu namorado, igualmente rico e famoso, toma um rumo inesperado, ela fica feliz por saber que o seu próximo papel – uma aristocrata dos anos 1920 – irá levá-la para muito longe dos holofotes: a isolada região de Dartmoor, na Inglaterra. As filmagens começam rapidamente, e a locação é a agora decadente Astbury Hall. Descendente de Anahita, Ari Malik chega ao País sem aviso prévio, a fim de mergulhar na história do passado de sua família. Algo que ele descobre junto com Rebecca começa a trazer à tona segredos obscuros que assombram a dinastia Astbury.

Quando me foi dada a missão de resenhar este romance, a primeira coisa que fiz foi buscar as opiniões sobre ele no Skoob, e UAU, só notas excelentes, nenhuma avaliação com apenas uma estrela, o que me deixou animada.
Recebi o livro e logo pensei: "Droga, não vou achar legal, apesar dos inúmeros elogios", somos ou melhor sou cheia de manias, então logo já imaginava, sem nenhum motivo aparente já que não conhecia nenhum trabalho da escritora, que não iria gostar.
Primeiro era um romance histórico apesar de ir e voltar entre os anos 1911 e 2011, mais um motivo que achei pra "implicar" com ele, não gosto dessa coisa de ir e voltar no passado, sempre acho que a história se confunde, se perde.
Ainda assim dei o braço a torcer, afinal compromisso é compromisso e como dizem por aí "Não dava nada" pela leitura, de fato os primeiros capítulos não despertaram nenhuma curiosidade, nenhum interesse, talvez porque estava no meio de um outro livro de uma série que amo, então estava dividindo atenções além é claro de todos os fatores externos do dia a dia, mas até aí tudo bem... Continuei persistindo na leitura, e OK, fui obrigada a concordar que cada capitulo me deixava ainda mais curiosa pra saber afinal como foi a vida de Anahita, e descobrir o mistério em torno da morte do filho dela, Moh.

Minha curiosidade andou lado a lado com a raiva que fiquei logo de cara com a sogra megera de Anahita, a Lady Maud Astbury. Tudo gira em torno da vida de Anahita, sua infância na Índia, seus costumes, sua inteligência, todos os preconceitos que enfrentou no decorrer de sua trajetória, preconceitos por sua cor, por seu país e suas crenças e obvio a maior tragédia de sua vida, a morte do filho, a qual nunca acreditou ser verdadeira:


"Ás vezes é impossível compreender por que aqueles a quem amamos são tirados de nós!"
Página 190

A personalidade de Anahita é também marcada de bondade, sua alma calma e a sabedoria que carregava consigo. Sabedoria essa que usava para cuidar de seus pacientes e aconselhar seus amigos:

"E lembre-se de que não é necessário orar em uma igreja todos os dias. Todos somos parte de Deus. Há um pouco Dele em cada um de nós. Ele irá ouvi-la, onde quer que esteja."
Página 190

Com sua morte confia seu passado e sua eterna busca ao bisneto Ari, que inicia sua jornada rumo ao passado de sua bisavó onde conhece a atriz Rebecca, que atualmente esta gravando um romance de época na mansão Astbury Hall, onde parte da história de Anahita se passa. No começo como eu disse antes, ficava imaginando que essa coisa de ir de 1911 a 2011 não ia fluir, que as histórias iam se perder e blá blá blá...
Que nada Lucinda arrebenta nesse quesito, não há confusão e as idas e vindas no passado são estrategicamente apresentadas no livro sem dar spoiler do que Ari e Rebecca, agora unidos no mesmo objetivo tentam descobrir sobre o passado, a passagem de tempo é perfeita, juntamente com a narrativa.
Fiquei impressionada como ela consegue apresentar tão bem parte do romance em primeira pessoa e parte em terceira pessoa, o qual ocorre em diversas partes do livro...
Mas calma, não ficou uma desordem não, pelo contrario esta tudo muito bem definido.
E a cada novo capítulo você se vê torcendo pelo romance proibido de Anahita e Donald e no seguinte torcendo para que Ari e Rebecca se encontrem, conversem, descubram o que aconteceu, quais são os segredos tão bem guardados da agora decadente Astbury Hall.
Se você começou a ler e esta pensando em parar, eu te digo: NÃO, não para não, continua!
Dá uma chance a escrita da Lucinda e ao mistério que rodeia o romance e posso garantir, você vai se emocionar, vai vibrar com todos os acontecimentos e desdobramentos.
Infelizmente no entanto não posso falar muito, senão solto um mega spoiler e não vou fazer isso. Mas persisto com todos vocês, deem uma chance a este romance!

Fiquei decepcionada no entanto com a revisão da tradução, encontrei alguns erros de digitação/tradução/concordância apesar de não atrapalhar o entendimento.
E a boa noticia é que, sim agora me sinto animada para conhecer outros romances da autora.
Lucinda Riley surpreende e cativa seus leitores e os deixa com suspiro ao final do romance.


Simonir Rodrigues
26 anos, pernambucana de natureza, paulista de coração e ama a cidade da garoa. Tem o dom de se viciar facilmente em tudo que desperta sua paixão: música boa, livros, filmes e séries. De alma apaixonada, que escrever por prazer e nesse processo vai se descobrindo, aspirante a blogueira, que não resiste a um "bicho de pé" (o doce)!

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