[RESENHA] O livro das princesas - Várias autoras


O LIVRO DAS PRINCESAS – VÁRIAS AUTORAS

"Da mesa da Princesa Mia Thermopolis: Olá, amigos, fãs e companheiros admiradores de princesas (ou eu deveria dizer simpatizantes de princesas?)! Eu mal pude acreditar quando alguém do Brasil permitiu que EU desse uma olhadinha neste livro. Mas acho que faz sentido, já que, além de ser uma princesa, também tenho verdadeira paixão por histórias românticas! Acreditem no que eu digo, este livro tem essas duas coisas de sobra! Mas são releituras contemporâneas, com reviravoltas que farão você dizer owwwwnnnnnn… Uma Cinderela DJ? Rapunzel popstar? Bela é uma supermodelo? E unicórnios em A Bela Adormecida?! Sim, por favor! Mais, mais. POR FAVOR. Não se preocupem, tem mais. Muito mais. Eu amei, e vocês também vão! (Sim, você também vai amar, Tina Hakim Baba. Pode pegar meu exemplar emprestado quando eu terminar de ler. Não, melhor: compre o seu. Assim você vai poder ler de novo e de novo, como eu pretendo fazer.)
Sinceramente, Sua Alteza Real, Princesa Mia Thermopolis"

A resenha de hoje será um pouquinho diferente, isto porque, ‘O livro das princesas’ é uma antologia escrita por quatro autoras, em que a proposta foi fazer uma releitura dos contos de fada. Sou apaixonada por castelos, príncipes, princesas e fadas e por isso, não hesitei ao comprar o exemplar publicado pela Galera Record e que pasmem – conta com a presença de duas super autoras brasileiras! São quatro contos – releituras de A bela e a fera, Cinderela, A bela adormecida e Rapunzel, respectivamente – e contarei à vocês um pouquinho sobre cada um.
A modelo e o monstro, da talentosíssima Meg Cabot – autora da série O diário da princesa, A mediadora e outros – foi um dos contos que mais gerou expectativa, ao menos na minha opinião. A bela e a fera, é sem dúvidas, o meu conto de fadas favorito e por isso comecei a leitura, ansiosíssima. A Bela, criada por Meg, é uma modelo badalada que ama ler, é tímida – por incrível que pareça – e é considerada uma das famosas mais bonitas que já existiu. O cenário, é um cruzeiro e apesar de original, a trama criada pela Meg me soou um pouco forçada. Principalmente em relação à ‘nossa fera’. Apesar de ser um conto curto, creio que a autora podia ter trabalhado um pouquinho mais a relação dos protagonistas antes de os colocar como ‘morrendo de amores um pelo outro. Mas o conto tem seu charme e não perdeu a essência ‘mágica’ digna de um dos filmes da Disney.

“- Quem é você? – perguntei. – Por que está fazendo tudo isso por mim? Abrindo mão do seu quarto... do seu pijama... das suas férias... por uma completa estranha? Não faz sentido nenhum. O que quer de mim?
Sua voz perdeu qualquer gentileza. Era fria como gelo quando ele perguntou:
- O que a faz pensar que quero algo de você?
- Porque nenhum homem é assim tão amável.” Página 35 (A modelo e o monstro)

Princesa Pop, da Paula Pimenta – releitura de Cinderela – foi sem dúvidas, o meu conto favorito de todos. Ela sim, soube aproveitar as poucas páginas para escrever uma boa história, isso é; com começo, meio e fim. Fez isso sem forçar a barra e este foi um dos motivos por quais me apaixonei por sua história. Cindy, uma adolescente de gênio difícil que vê a vida mudar, com o divórcio dos pais e a mudança da mãe para o Japão, é a Cinderela da vez. Ela é perdidamente apaixonada por sua vida ‘secreta’ de DJ. Secreta porque, o pai não faz (e nem pode) ideia que a filha sai à noite para trabalhar em festas. A releitura tem até direito à madrasta e irmãs malvadas e ficou bem original. Não vejo a hora de conferir mais da história, que a Paula prometeu, que vai transformar em livro único!

" – Já aconteceu de você colocar uma música muito boa, e de repente ver que as pessoas se empolgaram pra valer, e então você sentir a energia delas voltar pra você e aquilo te empolgar a tal ponto de você querer subir na bancada e dançar?” Página 110 (Princesa Pop)

Eclipse do Unicórnio, da Lauren Kate foi sem dúvidas, o conto que mais odiei. A releitura da autora, foi de A bela Adormecida e definitivamente não funcionou para mim. A história é contada sob dois pontos de vista; o de Percy, um adolescente que acaba de levar um fora da namorada e se vê obrigado à ir em um passeio à França – que ele iria com ela, antes do término – por conta do dinheiro investido e de Talia, a tal da Bela Adormecida, em tempos passados. O conto todo é sem sentido, forçado, cansativo e me deixou com aquela sensação de ‘Mais que diabos...?’ ao término. Isto porque, a autora não ‘casou’ os fatos, deixou tudo solto e na tentativa de ‘ser mais autêntica’, estragou toda a história.
Do alto da torre, da Patrícia Barboza, foi o meu segundo conto favorito. Camila é uma garota de 13 anos, cujos cabelos exageradamente longos são frutos de uma promessa feita pela tia, para curá-la de uma grave doença. De bruxa, a tia não tem nada e os motivos que a levam a ‘não deixar a Rapunzel sair da torre – na verdade, prédio – são puramente protetores. Por outro lado, Camila encontra um outro jeito de burlar as regras da tia; postar seus vídeos no Youtube, antes que se perguntem ‘como assim?’ eu digo, Camila tem dotes musicais incríveis e acabou ficando ‘famosa na rede’ por fazer covers da Katy Perry. Agora, já devem imaginar o quanto a releitura ficou incrível, não é? E apesar de eu não ter curtido muito o par romântico da Camila, achei a história toda muito fofa.

" A minha grande libertação estava para acontecer! Faltavam poucos dias para o meu aniversário de 15 anos e para a festa de final de ano do colégio. Haveria um show de talentos e eu me inscrevi. O meu aniversário é no dia anterior ao do show de talentos. Eu estava parecendo um daqueles presos que fazem riscos na parede da cela.” Página 244 (Do alto da torre)


Resumindo? As autoras nacionais arrasaram mais! A capa, diagramação e revisão estão incríveis mas senti falta de alguns itens que aparecem nas histórias, que mereciam ser estampados. Estou muito curiosa sobre o segundo volume desta trilogia. Mas e vocês? Já leram ‘O livro das princesas’?

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