Conhecendo o blogueiro... Experiência como menor aprendiz



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Experiência como menor aprendiz
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Eu, o Elias, a Claudinha, a Lê e a Maya no dia da apresentação final estilo TCC do Senac

Voltando à 2013, acho que posso contar à vocês sobre uma das melhores e mais difíceis fases que vivi neste ano que passou... Como todos vocês devem saber, antigamente era muito difícil para um adolescente/jovem interessado em trabalhar, conseguir um emprego, devido à falta de experiência e conhecimentos... Hoje em dia, já são muitas as oportunidades que o mercado de trabalho oferece, uma delas é o programa de aprendizagem; a chance de se tornar menor aprendiz. Resolvi embarcar nessa, quando me deparei com uma proposta de emprego numa editora – trabalho para a empresa, até hoje – em que trabalharia seis horas por dia três vezes na semana, e faria curso no Senac nos outros dois dias, durante o mesmo período.
Para manter o emprego, era muito importante ter boas notas no curso do Senac, no dia a dia do trabalho e na escola – eu estava cursando o 3º ano do ensino médio, por um ano, tempo de duração do contrato e da condição ‘menor aprendiz’. No começo, achei que fosse funcionar, pois quando aceitei a proposta, estava no mês de dezembro/2012 – tempo de férias da escola, ainda não tinha sentido o ‘baque’ que aquilo tudo teria na minha vida.
Um dos objetivos principais do curso de aprendizagem no Senac, é formar profissionais aptos para trabalhar no mercado de trabalho e por isto, aprendemos muitas coisas, tanto na teoria quanto na prática. Acredito, que, mais na prática rsrs. Para passarmos no curso, precisávamos ser aprovados na escola regular e é claro, ter êxito no trabalho final  - quase que um TCC – exigido pelo Senac, no qual tínhamos que bolar um projeto de melhoria na empresa e apresentar duas vezes no ano. Uma somente para a sala e para o professor e outra para outras salas, a galera da empresa em que trabalhávamos e uma banca de professores. Tudo isso sujeito à avaliação; o que decidiria ou não a nossa aprovação no curso.
No início das aulas no Senac, éramos um grupo realmente grande de alunos e não fazíamos a menor ideia do que aquele curso seria, que serventia teria para o nosso dia a dia. Eu principalmente! Mas aos poucos, e exclusivamente após a entrada da nossa professora oficial – Ana Luiza do Amaral, fomos percebendo que aquilo era muito mais complexo do que o que tínhamos em mente.
Aprendemos muitas coisas; trabalho em equipe, empreendedorismo, segurança do trabalho, responsabilidade social e tantas outras coisas que não caberiam aqui e tornariam este post muito extenso. Mas de todas as coisas que aprendemos, as que considero mais importantes; aprendemos a explorar todo o nosso potencial, crescemos como pessoas e nos tornamos mais sábios.
No começo, o que era levado na brincadeira, acabou se tornando repleto de desafios. Realizamos coisas, que nenhuma outra turma tinha realizado antes; um livro feito pela turma sobre os conhecimentos adquiridos em Segurança do Trabalho, uma exposição de atendimento ao cliente no hall principal do Senac, apresentações sobre os departamentos do meio administrativo inteiramente independentes e tantas outras coisas.
Toda semana, nossa querida professora aparecia com um desafio novo, e toda semana nos surpreendíamos mais com a capacidade e o potencial do grupo.
Hoje, quando olho para trás, penso nas inúmeras conquistas que tive por meio dessa oportunidade. Nos vários amigos que fiz e que vi crescer. Entramos adolescentes e saímos adultos. Mas adultos conscientes e capazes de fazer muito mais.
Encerrei o curso com nota máxima em todas as competências – matérias – e agradeço à Deus por todas as pessoas que colocou no meu caminho e principalmente por esta oportunidade. Foi um ano maluco, foi o melhor ano da minha vida. O primeiro de muitos.


Na primeira imagem meu trabalho final junto aos dos menores aprendizes que trabalharam e fizeram o curso comigo; meus amigos. A maravilhosa turma QT12 e a querida Ana Luiza - nossa professora nas três fotos da direita e no canto esquerdo eu e a Lê, brincando de tirar fotos no auditório para espantar o nervosismo.




2 comentários:

  1. Olhos embaçados, coração apertado e nó na garganta...
    Neutralidade, distanciamentos, são atitudes que não se encaixam no âmbito educacional. Se quisermos fazer parte da vida de alguém, se quisermos compartilhar o que somos e o que acreditamos, se quisermos dividir nossas histórias... o amor é a melhor ponte que faz atravessar os melhores afetos e intenções.
    Algumas pessoas podem achar piegas esse negócio de amor... mas eu tenho certeza que o amor nos move sempre de encontro ao outro. Desejar saber, se interessar, olhar nos olhos... o amor promove esses encontros.
    Eu me sinto muito lisonjeada por ter feito parte dessa sua história. Aprendi tanto com você...
    Ver seu desenvolvimento, sua garra, sua determinação, sua dedicação e a força dos seus sonhos...
    Às vezes, nós educadores, nos limitamos a achar que abrimos janelas de possibilidades para seus alunos... e deixamos de ver o quanto podemos ser iluminados por eles.
    Sou grata, eternamente...
    É com amor verdadeiro que desejo que você continue sonhando. Saiba que quero partilhar deles. Por favor, conte comigo e me conte "onde anda você..."
    beijo,
    Sua professora, Ana Luiza

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    1. Não existe comentário mais lindo do que esse. Eu te amo muito professorinha, você me ajudou muito no último ano. Acho que não teria crescido tanto e me tornado a pessoa que sou hoje, que você diz que eu sou, sem a sua ajuda. Acredite em mim, por mais que tenha sido dificil, foi o melhor ano da minha vida.
      Quero muito te ver de novo, sinto muito sua falta! Obrigada por tudo, por tudo mesmo!
      Pode sempre contar comigo, eu ainda vou te fazer uma visita por ai!

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