As Fanfics do Momento: Lovin' On You

Olá, leitores do Drunk Culture! Aqui estou eu, no meu primeiro post oficial – com duas semanas de atraso, vejam vocês... eu peço desculpas por isso. Tive alguns problemas pessoais, mas agora está tudo resolvido e vou começar a postar toda quinta-feira, como deve ser. Hoje nós temos um post duplo, por assim dizer, já que eu fiquei devendo a entrevista com a Clarice G., autora de CAB – Confessions About Bulimia, estão lembrados? Então vamos começar com ela. Para conferir a resenha da fanfic CAB, clique aqui. Segue a entrevista:
 
Clarice, suas leitoras assíduas já sabem, mas conta pra gente aqui do Drunk Culture como a sua experiência de vida influenciou na criação e no desenvolvimento de CAB.
As partes da história que mais se aproximam da minha vida são as partes depressivas. Aliás, eu acho que escrevo muito melhor quando estou pra baixo. A tristeza me inspira de certo modo. Talvez por esse motivo, muitas vezes a fic retrate momentos da minha vida, que passei ou que estou passando. É quase impossível não fazer uns desabafos sutis de vez em quando, ou colocar situações que realmente aconteceram comigo, ou coisas que eu disse em algum momento. Pra mim, a parte triste da minha vida é o que mais me inspira para escrever CAB.

No seu Formspring, você abriu espaço para tirar dúvidas das garotas em relação aos distúrbios alimentares e ajudá-las a entender melhor esse tipo de problema. Como tem sido para você ser, além de uma escritora, também uma conselheira?
Está sendo incrível. É impossível não me emocionar com todos os relatos que recebo, e fico mega feliz quando as leitoras se sentem a vontade de desabafar comigo, porque sinto que posso ajudá-las. Esses dias, por exemplo, uma garota disse que eu a “iluminei quando não havia mais luz”. Foi uma das coisas mais tocantes que já li em toda a minha vida. Eu, Clarice, ajudando alguém? Sei como é não ter ninguém para falar, alguém que se importe de verdade. O que eu quero que as leitoras entendam é que além de autora da fic, eu posso ser amiga delas. E essa é, sem dúvida, a melhor parte de escrever CAB.

O que você pode dizer sobre a sua protagonista? Ela tem muitas semelhanças com você ou foi criada com base em outra pessoa?
Muitas semelhanças, muitas mesmo. Não tenho problemas com traição, nem com minha família, disso não posso reclamar, mas a personalidade da personagem é 90% inspirada em mim. A semelhança principal é, provavelmente, a impulsividade. A personagem não consegue conter a raiva, por isso sempre estoura com todos, assim como eu. Tenho fama de nervosa, e acho até que eu assusto um pouco as pessoas de vez em quando. Apesar disso, sou completamente diferente no quesito timidez. Mesmo depois de tudo que passei, sempre fui muito comunicativa, nunca gostei de ficar isolada. Não consigo passar um dia sem fazer no mínimo dez piadas sobre assuntos bobos, ou sem falar com alguém.

Qual o seu personagem favorito e o qual o que você menos gosta na história?

Por incrível que pareça, meu personagem favorito é o James! Sim, o ex namorado traidor. Gosto dele porque ele se arrepende de tudo o que fez e decide voltar atrás, a fim de reconquistar de qualquer maneira a principal – que reluta contra o sentimento. Amo James pelo seu jeito fofo de ser, e sei que a maioria das leitoras descordariam de mim, mas ele, no final das contas, merece mais o amor da personagem do que o garoto principal.
Acho que quem eu menos gosto é Alice. Não a odeio, mas também não gosto dela. Alice não traz nada de útil à vida da personagem. Pelo contrário, a “melhor amiga” só atrapalha – e isso as leitoras vão descobrir nos próximos capítulos.

Você tem projetos para outras fics além de CAB?
Sim! Semana passada tive essa ideia incrível de escrever uma fic que se passa na Segunda Guerra Mundial. O tema central será um oficial nazista misterioso que se apaixona por uma judia nos campos de concentração. Sempre fui apaixonadíssima pela Segunda Guerra, e sempre me perguntei por que ninguém teve a ideia de criar uma estória de amor baseada nisso (não que eu tenha conhecimento, pelo menos). Já baixei vários filmes e documentários sobre o tema, e entrevistas com sobreviventes para me inteirar mais sobre o assunto. Espero começar a escrever logo, estou super entusiasmada!


Digam a verdade, a Clarice não é um amor? E a ideia da fanfiction sobre Segunda Guerra é simplesmente maravilhosa! Espero fazer uma resenha sobre ela assim que começar a ser publicada. Agora, vamos à fic oficial do dia: LOVIN' ON YOU, da Aninhajuc. A história está hospedada no FFOBS (Fanfic Obsession) na categoria Restritas (L). Dêem uma olhada, não é completamente interativa, mas é uma história muito interessante.

♦ RESENHA
Lovin' On You traz como co-protagonista fixo Christofer Drew, da banda NeverShoutNever!, e conta a história de uma garota cuja vida têm estado um verdadeiro desastre desde a morte da mãe. O pai é um alcoólatra violento e a única coisa que consegue fazê-la se sentir melhor são remédios tarja-preta que já se tornaram um vício. Quando as coisas pareciam estar lentamente desmoronando, a principal conhece um garoto que é simplesmente perfeito demais para ela. Ou pelo menos, era o que ela pensava – na realidade, Christofer não é tão perfeito quanto parece. Assim como ela, ele também é um garoto cheio de problemas familiares, e isso é justamente o que o faz se identificar com ela. Mas é claro que, apesar da compatibilidade, como em qualquer outra história, nada é tão simples assim...

♦ ENTREVISTA
Pergunta clássica: como foi que surgiu a ideia de Lovin' On You?
A ideia demorou pra chegar. Antes da Lovin' on You, já havia tentado escrever uma outra fic baseada na música Big City Dreams (também do NeverShoutNever), mas, parecia que as ideias nunca fluíam. Conversei muito com minhas amigas e elas me incentivaram a continuar tentando.
Um dia estava escutando First Dance e um verso da música parece ter ativado a minha imaginação, tudo começou quando escutei "because ever since the first dance all I thought about was lovin' on you", dai pra frente foi bem mais rápido, queria escrever uma história de amor a primeira vista, amor ao primeiro toque, a primeira risada, a primeira conversa, o amor que surge do nada, mesmo quando a sua vida está toda bagunçada.


Você tem muitas semelhanças com a sua protagonista? Qual a maior delas? 
A Jamie (nome "original" da protagonista) tem muitas características minhas, às vezes até tenho que me segurar pra não jogar tudo que penso nas falas dela, hahaha. Ela é cabeça dura, tímida (tem um problema com a pigmentação das bochechas como eu), reservada, não é o tipo de pessoa que gosta de chamar atenção, não é nem um pouco extrovertida, acho que essas são as características que eu mais "peguei" de mim e coloquei nela. Acho que a Jai é um alter-ego mais dramático de mim, hahaha, ela é uma visão ampliada dos meus medos e conflitos internos.

Como as leitoras têm recebido a fic? Os comentários delas têm algum efeito incentivador para você?
Acho que no geral muito bem! Sempre leio todos os comentários e recebo muito carinho das leitoras e isso com certeza me incentiva. Quando percebo estou lá com um sorriso bobo no rosto lendo o que elas me escrevem. Escrevo a fic porque gosto de escrever, mas como toda boa autora, a opinião do público me interessa, e muito! A fic afinal é para as leitoras.
 

Além de Lovin' On You, você tem outras fics ou planos de escrever outras fics futuramente? 
Nunca se sabe não é mesmo? hahaha Mas a Lovin' on You com certeza não vai parar no primeiro volume, já tenho a história toda elaborada na minha cabeça, uma parte dois virá. Aguardem. Fora essa, que é um fanfic, tenho vontade de escrever um fiction sem tema definido, mas isso é só um projeto, sem nada concreto.

Por último, mande um recado para os leitores do Drunk Culture que não conhecem a sua fic e diga porque acha que eles deveriam lê-la.
Bom, primeiro queria agradecer a oportunidade de falar um pouco mais sobre uma coisa que eu tenho tanto carinho e amor. Segundo, queria convida-los a lerem a minha fic, tenho certeza que todos conseguem achar semelhanças com os personagens da história e isso pode torna-la muito mais pessoal e intrigante. Espero que vocês leitores se apaixonem pela Jamie como eu me apaixonei e torçam para sua história dar certo. Você vão gostar, tenho certeza. Aceito críticas, sugestões de braços abertos, a história só é escrita pra mim, mas ela é pra vocês! Então ai está, todos estão mais que convidados para conferirem a minha fic e acompanharem as aventuras e desventuras amorosas da Jamie. Obrigada de novo por toda a atenção!

Por hoje, é isso, pessoal. Não deixem de conferir tanto CAB quanto Lovin' On You no FFOBS, vocês irão amar. Quinta-feira que vem tem mais resenha e mais entrevista, sem falta.


Sofia Queirós
SOFIA_QUEIRÓS Meu nome é Sofia Queirós - bem, mais ou menos - mas todos me chamam de Sofi. Eu sou o que devem chamar em português de livrólatra, mas suponho que isso não seja exatamente uma surpresa, uma vez que sempre acreditei que quem não é viciado em livros ainda não os conheceu verdadeiramente. No mais, provavelmente tenho outros interesses (como escrever), mas na maior parte do tempo estou lendo ou falando sobre livros. O que não impede ninguém de falar comigo sobre qualquer outra coisa - não se acanhem. Livrólatras não são tão antissociais quanto o estereótipo sugere.

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