Cruzando o Caminho do Sol - Corban Addison

Booa noite Drunk Lovers! Tipo eu estou sem internet e por isso deixei de atualizar isso aqui mas semana que vem eu espero que tudo isso esteja resolvido e que eu possa voltar para cá... Então me desculpem pelos atrasos! Vou deixar vocês com a resenha de um livro que me emocionou e muito... 






Cruzando o Caminho do Sol – Corban Addison


Sinopse: Ahalya, sentada ao lado da irmã, estava imóvel e parecia não acreditar no que estava acontecendo. Em um único dia, toda a sua família havia sido aniquilada pelo mar e ela e Sita tinham sido sequestradas. O que será que Chako e a mulher pretendiam com elas? Será que outras moças já haviam sido aprisionadas aqui, ou seria essa a primeira vez? Ahalya lembrou que Kanan havia recebido uma comissão do homem gordo, o que sugeria que eles já haviam feito isso antes. Mas por quê?


Resenha por Kate: Cruzando o Caminho do Sol foi um dos livros mais tocantes que já li, e não estou falando isso por ele ter sido um desses romances melosos ou dramas adolescentes quais na maioria das vezes me emocionam, e sim por ele ser sobre uma história trágica criada em cima de fatos reais e que está ai para todos verem; o tráfico de mulheres. Chega a parecer irreal e é difícil tentar entender atos desumanos como este, realmente parar pra pensar no tanto de crianças e jovens adolescentes que são tiradas de sua família, de seu lar confortável por homens sem escrúpulos que as submetem á atos tão sujos. Mas acontece em todo o mundo, e Corban Addison, usou sua história para tentar comover a todos nós – em minha opinião – e fazer com que enxergássemos o outro lado da historia que não apenas o que nos informam nos noticiários, o lado de quem realmente está vivendo esse drama.


“As irmãs desceram as escadas e passaram com dificuldade pelo saguão até o jardim em frente da casa. Do lado de fora, o sol brilhava e a água empoçada, deixada ali pela segunda onda, começava a cheirar mal, com odor de peixe morto. Ahalya conduziu Sita até a parte de trás do bangalô destruído e dali para a rua. Os dois carros da família, que estavam estacionados em frente da casa antes da chegada das ondas, não podiam mais ser encontrados. Ahalya teve vontade de olhar uma última vez para o bangalô, mas resistiu a esse desejo. Aquele mundo em ruínas deixado pelas ondas não era o lar que conheciam. O mundo que havia antes e a família que ali habitava agora viviam apenas na sua lembrança.” Pág. 22


Corban nos conta a história de duas irmãs indianas; Ahalya e Sita, meninas que viviam em uma família feliz, desfrutavam de experiências tranquilas e significativa ao lado daqueles que amavam, mas que acabam vendo tudo isso ser destruído com a chegada do Tsunami, do qual apenas elas saem vivas. Perder toda a família é apenas o inicio de seu sofrimento, pois após isso as meninas acabam sendo sequestradas por desconhecidos e entregue nas mãos do destino sem nem ao menos ter se preparado para o que viria a seguir.


“Com os dias passando, Ahalya começou a imaginar se Suchir, em algum momento, viria buscá-las. Era sexta – feira, três dias após sua chegada, e nenhum homem tinha sido levado a seu quarto. A única explicação que Ahalya encontrou foi que o dono do bordel devia estar armando algo para elas. Só de pensar nisso, ela ficou amedrontada. Algumas vezes, só de ouvir a voz de Suchir através das tábuas do assoalho, sentia vertigens. O único remédio para esses momentos, era se deitar de costas no chão. Sita ficava preocupada, mas Ahalya culpava o calor. Por dentro, no entanto, seu coração estava sendo consumido pelo pavor.” Pág. 88


Inseridas no mundo da prostituição ilegal, inocentes e encurraladas por toda a sujeira do bordel e de tudo a seu redor, Ahalya e Sita se veem perdidas e desorientadas e lutar para manter sua alma intacta se torna a cada dia mais difícil.
Ahalya acaba que sendo friamente violentada, e com um coração estraçalhado e os sonhos despedaçados, a única coisa que a mantém firme é preservar a irmã mais nova.
E quando o pesadelo, finalmente parece ter um fim, Sita é vendida e Ahalya a perde de vez.
Enquanto isso Thomas Clarke, nosso outro protagonista, passa por conflitos com sua mulher Prya – que parte para Mumbai - após a morte de Mohini – sua primeira filha, e com seu trabalho em uma importante empresa de advocacia. Nada parece dar certo para o advogado, mas ele acaba se envolvendo com a história de nossas meninas ao ter de trabalhar para a Aces – uma empresa fictícia que visa combater o tráfico de mulheres para a prostituição. Em Mumbai, após solucionado o seu primeiro caso, e salvo Ahalya das mãos de seu cafetão, Thomas faz uma promessa que toma um rumo extraordinário em sua vida; Encontrar e resgatar Sita.


“Ahalya ficou observando Thomas por um longo momento. Então, fez algo que Thomas jamais teria previsto. Em seu punho havia uma pulseira tecida com fios multicoloridos. Ela a desamarrou e se ajoelhou diante dele.
– Sita fez essa pulseira para mim – disse ela, amarrando-a em torno do punho de Thomas. – Por favor, entregue a ela quando a encontrar.” Pág. 214


Eu chorei, sorri e sofri junto aos nossos três protagonistas. Me envolvi de uma maneira quase louca com a história e juro que não via a hora do sofrimento acabar. Cruzando o Caminho do Sol, é simplesmente emocionante. Confesso que já havia ficado curiosa sobre o livro antes, pois a opinião de John Grishan – um de meus autores favoritos – enfeitava a capa meticulosamente trabalhada pela Novo Conceito mas após lê-lo, Corban se tornou um dos autores – que tenho certeza - que prometem e muito nesse nosso mundo literário.
A diagramação, revisão e capa estão maravilhosos como sempre no entanto o kit e todo o trabalho de design foram um dos meus favoritos. Muito bonito mesmo! Um dos melhores trabalhos da NC.


Capa: 5
Desenvolvimento da História: 5
Enredo: 5


ESPECIAL GINCANA



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