O Drunk Presenteia - Resultados

E hoje é dia de resultados aqui no Drunk, bora saber quem serão os vencedores deste domingo? 




Primeiro Lugar: 





Parabéns Pablo Haicki! Você tem até três dias para enviar um E-mail para drunkculture@gmail.com, dizendo três dos quatro livros que ira querer :D

Opções: 
- Alice no País das Maravilhas
- Bruxos, Bruxas e os feitiços mais terríveis que se pode imaginar
- As Pupilas do Senhor Reitor
Especial de Terror 'FRANKENSTEIN OU O PROMETEU MODERNO / O MÉDICO E O MONSTRO / O DRÁCULA'

Segundo Lugar: 






Parabéns Hellen Hayashida! Você também terá até três dias para nos enviar um E-mail, no entanto, ficará com o livro restante! 







Foi tremendamente difícil escolher a resposta vencedora, por isso mesmo, me decidi por duas colocações. A primeira irá levar para casa o livro A Passagem, e a segunda um kit de marcadores. Gostaram da surpresa? 

A tarefa de vocês era escrever uma página do diário de um sobrevivente de acordo com a história de A Passagem, então vamos conhecer a resposta que irá levar o primeiro lugar?! 





27 de Janeiro de 2013
 Fui até a cozinha pegar comida, mas está acabando. Era meio-dia, mas estava nublado. Corri como nunca antes... Continuo no porão, onde é seguro, completamente trancado, com uma lamparina e barricadas. Não durmo mais no escuro... O escuro.
Lembro-me de quando tive que correr de minha pequena irmã. Minha pequena irmã infectada se transformara num verdadeiro monstro de feições irreconhecíveis. De onde vinha aquela força, eu não sabia. Consegui uma frequência de rádio onde pessoas se comunicam, e soube que alguns cientistas estudam o maldito vírus para tentar reverte-lo. Mas quando? Quando eles conseguirão?
Eu não suporto mais ficar nesse pequeno porão. Estou ficando claustrofóbico. Abri uma fresta na parede, onde consigo ficar de olho lá fora. Não sei se isso me acalma ou me deixa em pânico. A noite é terrível. Nunca odiei tanto a Lua. A Lua que tanto amei, agora me é odiosa! Nunca amei tanto a luz do Sol.Ficar no escuro, nesse porão, apenas com a luz da lamparina me é terrível. Não durmo há cinco dias.
O medo me consome e só fui à cozinha hoje, porque estava quase desmaiando de fome. Tenho medo até de sair em plena luz do dia. E se algum deles criarem resistência à luz?
Minha ansiedade está como nunca, não tenho mais unhas e meus dedos às vezes sangram, quando começo a coçar tudo ao meu redor de ansiedade. Quanto tempo mais aguentarei?
Eu não sei... Eu não sei.Se a comida da cozinha acabar, não sei se serei capaz de sair desse porão.Morrerei eu de fome antes de ser infectado? Essa máscara de ar me dá nos nervos, às vezes jogo-a na parede, mas quando percebo o que fiz, reponho-a rapidamente.
Todos os pânicos possíveis de um ser humano estão chegando ao ponto máximo em mim. Não choro mais; nem por mim, nem pelos meus familiares mortos e/ou infectados. Se choro, é porque a noite chegou.Quanto... Quanto mais?
Fome, frio, sono, dores, ansiedade, pavor, medo, pânico no geral.Tudo que posso pensar, agora, é o que me matará primeiro. O medo? A fome? O frio da noite? As dores? Uma úlcera por causa de minha gastrite? Serei drenado até ficar sem sangue? Ou morrerei eu da pior maneira possível, um infectado?A faca da cozinha nunca me pareceu tão atraente... Quanto mais?


A autora deste texto maravilhoso é a Leeh Proença! Parabéns :D
Você tem até três dias para entrar em contato via E-mail: drunkculture@gmail.com

E o texto que fica com a segunda colocação é: 



31 de Março - 5:00 a.m.

Hoje não consigo mais ter forças para continuar a escrever e pôr as idéias em prática.Faz frio, muito frio e já nem sei mais aonde estou de tanto caminhar. Preciso parar um pouco para descansar meu corpo, minha mente.Meus olhos não suportam mais ficarem abertos e a fome me consome, é muito difícil saber que tenho pouco tempo.Meus sentimentos se confudem e minha raiva e dor já não tem sentido pois sei que o fim está próximo.Fugir já não é tão fácil e a cada noite que passo escondida é um tormento.A esperança é um vai e vem constante e preciso continuar a confiar no meu instinto porque sobreviver não é mais tão fácil.Se pelo menos soubesse onde isso tudo acaba...Deve ter uma saída desse mar de destruição.Vou parar agora de escrever pois vejo pessoas se movendo bem distante à minha frente na entrada de uma gruta.Preciso descobrir onde fica o esconderijo para onde todos estão indo, preciso acreditar que estou chegando ao lugar onde ficarei à salvo,onde está a cura e aonde todos chamam de "A Passagem"...

O texto é da Sylvia Cheleiro, parabéns! Entre em contato comigo pelo E-mail citado acima, você levará para casa um kit lindo de marcadores!

As vencedoras já foram citadas, mas agora vamos conhecer os autores das melhores - e que tornaram minha decisão complicada -  respostas do concurso cultural 'A Passagem'?



Karen Alvares

39º dia (eu acho),

Estou perdendo a noção do tempo, e esse é só mais um sinal da minha insanidade. Não há mais volta para isso, não há mais cura. Digo que acho que seja esse o dia desde o início dessa loucura porque ainda tenho forças para escrever nesse diário. É a única coisa que me resta, que me faz lembrar que um dia fui algo mais que um sobrevivente se arrastando por aí, prestes a morrer. Mas até o diário está no fim – assim como minha esperança. Tenho apenas mais algumas páginas em branco; logo, não terei mais nenhuma. Talvez isso realmente signifique o fim de tudo. Pode ser que essa mesma página que estou escrevendo hoje seja a última. Se houvesse algum ser maior controlando isso tudo, eu poderia dizer que só ele teria certeza. Mas não há. Do jeito que as coisas estão, é impossível que ele exista.

Meu esconderijo é fraco, quase patético. Encolhido como uma presa prestes a ser abatida, eu consigo ouvir o som das criaturas lá fora, muito próximos. Aqueles que um dia já foram pessoas, pessoas como eu e você (se alguém um dia ler esse diário), que respiraram, pensaram, viveram e amaram. Hoje, essas pessoas apenas querem sangue. Elas não são mais pessoas há muito tempo. São monstros.

E já escureceu...

Eu costumava gostar da noite. Agora, ela é temida. Mal o sol começa a se por no horizonte amargo que me espera, e o medo borbulha nas veias como ácido se espalhando pelo corpo. Você pode estar vivo agora e dali a cinco minutos estar pior do que morto. Eu gostaria de morrer. Seria um alívio. Mas nem ao menos uma arma decente eu tenho para me matar. Minha melhor esperança é morrer de fome.

Meus suprimentos agora se resumem a menos que um quarto da garrafa de água morna e uma barra pequena de chocolate. Eu estava guardando-a para o final. Como um prêmio de consolação. E o final está próximo, na verdade, ele está batendo na minha porta. Eu bebo minha água sentindo meu estômago queimar – de fome, de medo, eu não sei mais. A porta está sendo arrebentada, chutada. E aqui está a barra de chocolate. Meu último prazer.

Preciso terminar essas linhas antes que eles invadam o pequeno abrigo. Vou fechar o diário e comer minha última refeição antes da próxima.

Sangue.


Ree Magnoni

 As estrelas eram as minhas guias para que todas as noites eu pegasse meu velho caderno e escrevesse sobre tudo que acontecera no durante o meu dia.
''Em mais uma noite, aqui estou eu vendo iluminada pelas estrelas enquanto meu protetor - que também é policial - dorme ao meu lado com uma arma na mão.
Monstros estão sendo criados em laboratório e eu posso ser mais um deles, posso ser mais um bebedor de sangue. Mas ao contrário de estar lá, eu estou fugindo junto de meu protetor para um lugar long...''
Minha escrita parou automaticamente assim que eu ouvi um barulho estranho vindo das árvores. Meu protetor levantou rapidamente, acordando e assim pegando nossas mochilas para irmos embora dali.
- Vamos nessa Amy. É hora de continuar. - Ele suspirou, caminhando em direção ao carro que estávamos - Pelo jeito, ainda vai demorar para termos um pouco de paz.
Ele estava certo. Ainda demoraríamos para ter paz, para pararmos de fugir daqueles monstros que agora eram os vigias da noite.


Ana Paula Lima

Algum dia do mês de janeiro desse maligno ano
Já não sei quanto tempo estou nesse buraco. Três dias ou seriam quatro?
O medo e o desespero agora são meus companheiros.
Estou cada vez mais assustada. O dia me angustia e a noite me apavora. Aqui dentro desse abrigo improvisado sinto que a cada instante minha sorte pode mudar.
O caos lá fora impera e por mais que eu tente entender ou clamar por Deus, onde quer que ele esteja parece que desistiu completamente de olhar por nós.
Pra onde eu olho só dor e agonia. Que maldito pesadelo é esse???
O que são aquelas coisas??? Não! O que causou isso???
Sinto muita fome e muito frio. 
Minhas pernas doem, meu corpo inteiro dói. Porém, o que mais me machuca são as lembranças daqueles que eu amava. Não consigo tirar da memória o grito de dor que minha irmã deu ao ser atacada por aquelas criaturas.
Eu não consegui ajudá-la. Que ódio!!!!
Preciso ser forte. FORTE! Chorar não me ajudou e nem vai me ajudar agora.
Antes do amanhecer começou a chuva. Finalmente água. 
Um Plano : um novo abrigo, água, comida, armas e LUZ... Preciso sobreviver a mais um dia.


Marvi Pettersen

Querido Diário,
Sou eu, a Marvi, hoje é o dia 300 desde a grande catástrofe que atingiu toda a população mundial,desta doença incurável e não consegui mais uma vez pregar o olho durante a noite toda, os gritos durante a madrugada destes mortos vivos perambulando e agonizando me deixam triste, infeliz e com medo. A cada dia, me sinto mais sozinha, não tenho com quem conversar e tudo que me resta é um toca fitas com a música Mais uma vez do Renato Russo. A comida está diminuindo e creio que terei que sair desta casa para ir a outra e rezar para que haja comida, estou ficando sem opções e já não sei onde me esconder, já nem sei se quero continuar a viver nesta solidão, estou com medo, aflita e  desesperada. Vejo coisas onde não tem e acho que estou tomada pela insanidade, a momentos na minha vida que sinto tanto a falta das pessoas que me pego abraçando o travesseiro, converso com ele como se fosse um amigo ou alguém de minha família que não vejo á tanto tempo que nem me lembro mais, já não conto mais os dias como antes, nem sei com quantos anos estou, pois não tenho motivo para comemorar nada, de companhia só você e Deus. 
Tenho medo todos os dias, é um medo que chega a doer, cada barulho fora destas paredes me desesperam fico pensando se vou me tornar um deles, e a todo instante fico com a arma apontada para a porta, trêmula, com vontade de gritar mais não posso atraí-los até mim. Estou começando a falar sozinha, a criar um personagem em minha cabeça, a conversar e responder como se existisse alguém aqui. Mais não há. Estou vivendo num inferno, repleto de demônios e tento lutar com eles.
Espere um pouco, estou escutando passos, alguém está andando no corredor da casa, estou com medo, muito medo, espere!Já volto.


Renata Estephany

11/02/2012 -06h15min PM

As noites estão cada vez mais longas, a população humana se reduz cada vez mais.
Eu estou sozinha e assustada perdi meu melhor amigo ontem e suas palavras ainda estão em minha cabeça:- Eu te amo – foram está suas ultimas palavras antes de virar um deles, ele prometeu proteger-me e isto me inspirava confiança, agora estou sozinha perdendo minha sanidade pouco a pouco, e já não sei quanto tempo irei sobreviver sem ele, pois a cada farfalhar de folhas sinto que estou mais perto da morte.
Faz alguns dias que as lembranças de casa não me saem da cabeça: O rosto feliz da minha mãe de manhã cedo enquanto prepara o café da manhã, a capacidade dos meus pais de dançarem juntos sem musica na sala de estar enquanto bebem vinho depois do jantar,minha amiga Alice e eu entrando em encrenca depois do colégio e a maneira carinhosa que ela sempre me chamava.Eu nunca pensei que  lembranças tão simples como estas me reconfortariam.Isto só me faz crer que tenho que sobreviver por mim  por Leonardo que me protegeu até o ultimo minuto,amanhã é um novo dia e eu nunca desistirei de viver por mais difícil que seja.

Parabéns a todos que participaram, a criatividade de vocês me deixou boquiaberta! Por hoje é só, até mais...



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