Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll

Boom dia Drunk Lovers! Hoje é o dia de anunciar o TOP COMENTARISTA DE JANEIRO e de colocar o de fevereiro no ar. Então como dito no Twitter, darei até meio dia de hoje para que todos comentem em suas postagens pendentes. Vocês podem conferir a relação de comentários que disponibilizei ontem aqui. E a resenha de hoje, lembrando já é válida para o Top Comentarista de fevereiro, ok? É a nossa primeira em parceria com a Martin Claret. Espero que gostem. Queria falar com vocês também sobre uma nova enquete que estamos fazendo no Twitter, 'Qual autor internacional/nacional, você quer ver no 'O Drunk Questiona' em 2012?', já temos algumas sugestões mas precisamos da opinião de mais de vocês. É isso, até mais tarde!





Alice no País das Maravilhas – Lewis Carroll

Sinopse: Ao seguir um coelho apressado, Alice cai num buraco que, mais tarde, ela descobrirá ser uma passagem para o País das Maravilhas. Tudo fica esquisito desde então: Alice conhece um gato muito diferente, uma lagarta sábia, um chapeleiro maluco, entre outros personagens que a introduzem em uma realidade complexa e enigmática.
De Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas é um livro repleto de fantasias oníricas e lúdicas, que provocam o leitor e ocultam questionamentos de todo tipo: lógicos, semânticos, políticos, psicológicos.
Não é apenas uma leitura para crianças, mas uma viagem ao mundo do subconsciente que pode ser travada também por adultos que não temam adentrar as veredas nebulosas da mente.

Resenha por Kate: Alice no País das Maravilhas é o livro mais louco que já li na vida. Todos os personagens deste livro são loucos, a história é maravilhosamente bagunçada, e tudo – absolutamente tudo – acontece. Animais falam, cartas de baralho ganham vida, bebês se transformam em porcos... Lewis Carroll criou um mundo divertido e único, um mundo mágico onde nada é levado a sério. Não há drama algum, nenhum suspense. É um gênero literário novo, um que nem o próprio autor sabia ao certo.


“_ Ora, não adianta nada chorar desse jeito! – repreendeu se Alice a si mesma, um tanto brusca. _ É melhor parar com isso agora mesmo!
Ela normalmente dava bons conselhos a si mesma (embora raramente os seguisse) e, as vezes, se repreendia tão severamente, que ficava com os olhos cheios de lágrimas. Certa vez (e disso ela se lembrava muito bem), tentou puxar as próprias orelhas por ter trapaceado num jogo de croquet que estava disputando contra si mesma, porque era o tipo de criança que gostava de brincar de ser duas pessoas.” Pág. 23, 24.


Alice é a criança mais exótica que já traquinou pela literatura. Fala sozinha, questiona a tudo e a todos, é quase que uma menina mutante. Digo isso porque Alice é inteligente demais para sua pouca idade. A história começa quando ela vê um coelho apressado, vestindo colete, atravessar seu jardim. Ela o segue e as aventuras se iniciam. Uma de suas primeiras e mais ‘confusas’ aventuras é crescer e diminuir, várias, diversas vezes durante o livro. Não há sentido, em uma hora ela bebe algo e cresce demais da conta e em outra come um pedaço de bolo ou cogumelo que a faz diminuir. E ela parece achar isso divertido, embora reclame muito disso ao longo de sua narrativa.


...Fale grosso com seu bebezinho,
E espanque-o quando espirrar:
Porque ele é bem malandrinho,
Só o faz para azucrinar” Pág 72, parte da canção da duquesa.


É impossível não se espantar com a duquesa e seu estranho bebe, acho que foi uma das passagens que realmente me assustaram, e me confundiram. Isso porque numa visita á casa da duquesa, Alice, se encontra em uma tremenda confusão. A cozinheira atira panelas, e quebra móveis a torto e a direito, e a Duquesa grita e bate em seu bebe; bebe este que mais tarde acaba por passar de uma ‘estranha estrela do mar com várias pernas’ para um porco. Isso mesmo, um porco. É uma loucura, do começo ao fim. Ao fechar o exemplar, eu ainda fiquei olhando para ele abismada, e me perguntando se aquela leitura havia afetado em algo a minha lucidez.


“ Os sentenciados ficava detidos sob a guarda de soldados, que obviamente tinham de abandonar seus postos no jogo, deixando de ser arcos. Dessa maneira, depois de meia hora já não restava mais nenhum arco, e todos os jogadores, com exceção da Rainha, do Rei e de Alice, estavam presos e condenados á execução.” Pág. 106


O jogo de Croquet com a rainha, foi bem divertido, apesar de eu me irritar pois a mesma só sabia gritar ‘Cortem-lhe a cabeça’ para todos os lados. Alice no País das Maravilhas é uma obra realmente exótica, e que deve ser lida por todas as crianças – e pessoas pouco lúcidas ou dispostas a perder a lucidez – pois, é um mundo de fantasias, que nos remete aos tempos em que a imaginação, era a nossa única companhia.

Capa: 5
Enredo:5
Desenvolvimento da história: 5




Kate Willians
KATE_WILLIANS Uma blogueira aquariana que ama escrever e ler de tudo, adora The Vampire Diaries e é mais desastrada que um pato. Sonha em ser jornalista e está tentando publicar seu primeiro livro.

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